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Por: Redação

N' Gan Daya: Maíra Freitas e Mestrinho se apresentam no Casa Natura Musical

A dupla irá tocar Gil e outros reggaes em um espetáculo imperdível

Maíra Freitas e Mestrinho se conheceram sob as bênçãos de Gilberto Gil - os dois faziam parte da trupe que levantou o show "Refavela 40", homenagem ao clássico álbum do mestre baiano. O encerramento da turnê, em duas noites épicas em janeiro deste ano no Circo Voador, deixou no ar um desejo de que aquilo não acabasse um ímpeto de prolongamento daquela energia, uma mística natural.

"There's a natural mystic blowing/ Through the air"

Nessa atmosfera surgiu a ideia de "N'Gan Daya com Maíra e Mestrinho", show que a cantora/pianista e o cantor/acordeonista apresentam dia 24 de maio, no Casa Natura Musical. O espetáculo, que tem como espinha dorsal o "Kaya N'Gan Daya" (disco de 2002 no qual Gil lança seu olhar sobre a obra de Bob Marley) segue no embalo nas vibrações positivas lançadas por "Refavela", agora bebendo da Jamaica — via Bahia.

"Got to have a good vibe"

— Quando comecei a fazer "Refavela" nem sabia que estava grávida, minha gestação foi durante a turnê, nessa energia — conta Maíra, que usa palavras como "energia" e "axé" para dar conta da essência do show. — A gente está passando por um momento político horroroso, de caos, não sabe o que vai acontecer. Esse show fala de positividade, esperança, "Eleve-se alto ao céu", "Vamos fugir"... Porque Bob Marley fala de política e tem a leveza da positividade. E Gil é axé, energia boa. Vejo muita gente triste hoje, esse show é um sopro de leveza, falando de luta, lutando, mas com um "vamos ser felizes", "vamos falar de amor". Além de serem ícones negros que mudaram a música, a espiritualidade os aproxima.

"Tudo tudo tudo vai dar pé/ Everything's gonna be alright"

O repertório de mais de 20 canções inclui muitas das que estão no álbum de Gil, como "Buffalo soldier", "Three little birds", "Positive vibration", "Could you be loved" e "Rebel music". Mas estão lá também outras músicas que documentam a relação antiga do baiano com o reggae: "Vamos fugir"; "Não chores mais (No woman, no cry)"; "A novidade".

"Uma banda de maçã/ outra banda de reggae"

O parentesco entre reggae e xote (Gil conta que a primeira vez que Dominguinhos ouviu reggae comentou: "xotezinho safado...") aparece no show, apoiados no acordeon sergipano de Mestrinho. "Esperando na janela" e "Eu só quero um xodó" estão no roteiro. "N'Gan Daya" também aponta outras conversas entre Jamaica e Brasil, com "Alagados".

"Trenchtown/ Favela da Maré"

A ideia é celebrar os clássicos, portanto, as leituras terão como base os arranjos originais — como em "Refavela 40", aliás. Mas, como no show em tributo ao "Refavela", a energia, a positividade, o axé — a alma, enfim — é século XXI. E brasileira.

"Eleve-se alto ao céu/ Que o reggae é o dono do salão"

— Queremos trazer um pouco de tudo para esse universo do Bob Marley: a influência do forró, do samba, da música brasileira no geral — conta Mestrinho. — Eu e a Maíra somos pessoas diferentes, cada um com sua personalidade musical. Isso é muito legal, porque juntos faremos com que esse trabalho seja bem diversificado.

Serviço

Data: 24/05/2019, sexta
Local: Casa Natura Musical
Endereço: Rua Artur de Azevedo, 2134 – Pinheiros
Horário: 22h
Abertura da casa: 20h30 (Entrada permitida no máximo até 1h após o início do show)
Classificação etária: Livre. Menores a partir de 12 anos entram acompanhados dos pais e/ou responsáveis legais apresentando documento de ambos.

Venda oficial de ingressos online apenas pelos sites: casanaturamusical.com.br e eventim.com.br

 

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